segunda-feira, 10 de maio de 2010

Cala a boca, Secretário!

Hoje, um acidente envolvendo sete carros, na Ponte Rio-Niterói (sentido Rio) provocou um monstruoso engarrafamento na cidade de Arariboia. Nenhuma novidade, certo? Acidentes na ponte, infelizmente, são comuns. E engarrafamento em Niterói é redundância. O que causou estranhamento foi o apelo do secretário de trânsito de Nikity, Sérgio Marcolini, sugerindo que o cidadão niteroiense pare de usar seu carro e recorra à travessia da baía de Guanabara via barca.

Em primeiro lugar, gostaria de saber se Vossa Excelência usa o serviço oferecido pelas Barcas S.A. Usa? Sabe o que é isso? Já enfrentou, pelo menos uma vez na vida, uma fila básica de trinta minutos para conseguir acessar à estação e lá suar feito frequentador de sauna? Já ficou feito bicho, todo espremido atrás de uma corda aguardando a liberação para entrar na embarcação? Já imaginou essa rotina de segunda a sexta?

Em segundo lugar, gostaria de saber se o acesso ao centro de Niterói, onde está a estação das barcas, ficará livre. O cidadão que mora no Fonseca, no Barreto, em Icaraí, no Ingá – bairros próximos ao Centro - chegará, utilizando transporte público, em quanto tempo à estação das barcas? Dá pra imaginar a situação: troca-se o carro por um ônibus que vai passar sabe-se lá quando, lotado, deixando o cidadão no “aprazível” terminal rodoviário. Uma caminhada de dez minutos, uma fila de trinta... que beleza! Vossa Excelência faria isso? Diariamente?

Em terceiro lugar, gostaria que Vossa Excelência me respondesse o óbvio: o que falta para que as barcas criem uma linha direta para São Gonçalo? Hum... isso melhoraria muito a situação, mas... mas... Seria interessante Vossa Excelência explicar esse “mas”, não? Enquanto não rola uma explicação, vou fazer uma suposição: as empresas de ônibus que fazem o trajeto Niterói-São Gonçalo ou Qualquer Lugar do Rio-São Gonçalo concedem uma generosa verba à prefeitura – além de financiarem a campanha do prefeito e de alguns vereadores – a fim de garantirem que a linha direta das barcas Praça XV-São Gonçalo não acontecerá. Será?

Seria bom se nossas autoridades, antes de dizerem asneiras, dessem exemplos. Fácil pedir que o cidadão deixe o seu carro em casa. Fácil repassar a responsabilidade. Fácil fechar os olhos para o óbvio.

Difícil é oferecer transporte público de qualidade (se isso existisse, apelos idiotas como o seu, secretário, seriam desnecessários). Difícil é combater a máfia das empresas de ônibus. Difícil é planejar para não ter que remediar.



quarta-feira, 5 de maio de 2010

Em nome de Deus

No episódio envolvendo os jogadores do Santos numa visita ao Lar Espírita Mensageiros da Luz, que cuida de crianças com paralisia cerebral, para entregar ovos de Páscoa, uma parte dos atletas, entre eles, Robinho, Neymar, Ganso e Fabio Costa, se recusou a entrar na entidade e preferiu ficar dentro do ônibus do clube, sob a alegação de que são evangélicos e não sabiam que se tratava de uma casa espírita.

Os meninos da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa. Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso cada vez mais me convenço de que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.

A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé.

A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé.

Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo, ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.

O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai. E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.

Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas.

E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz. Os valores espirituais agregam pessoas, aproximam os diferentes, fazem com que os discordantes no mundo das crenças se deem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.

Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina - ou pelo menos deveria ensinar -, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e a miséria de uma paralisia cerebral.

René Kivitz, cristão, pastor evangélico.--
"OS LIMITES SÃO FÍSICOS. AS LIMITAÇÕES SÃO MENTAIS"

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Caraca! Agora é o Caracas!

Como não poderia deixar de ser, vários amigos botafoguenses, ops... incoerente, incoerente, vou tentar de novo... Como não poderia deixar de ser, alguns amigos botafoguenses me enviaram mensagens, tentando tirar uma onda com o título conquistado ontem. Depois de três vices consecutivos (oito se incluirmos finais de turnos), o Fogão, finalmente, comemorou um título vencendo o Flamengo. Aproveitem, caros fregueses, pois você sabem que isso é raro! Agora, a diferença caiu. São 31 títulos para o Flamengo! 19 para o Botafogo. Aí, Fogão! Tá chegando, hein!

Vitória justa! Merecida! Dos 34 pênaltis ocorridos no jogo, o juiz resolveu marcar só três. Venceu quem soube bater melhor os pênaltis. E, cá entre nós, impressiona a estrela do Joel Santana. Mas, querem saber? Foi fácil digerir a derrota de ontem. Perto dos outros problemas do Flamengo, um vice de segundo turno não significa muita coisa. Quarta-feira, ou carimbamos a vaga para as oitavas na Libertadores ou...

E se a vaga vier? E se o Flamengo enfrentar Corinthians ou Estudiantes na próxima fase? A bola que o Flamengo tem jogado o credencia ao título sul-americano? O que pode levar o Flamengo ao tão sonhado Bi da Libertadores? Eis algumas sugestões:

1 – Barrar Toró, um presente de grego vindo do Fluminense. De promessa de craque, Toró passou a ser um volante sofrível. Só aparece em campo ao errar um passe (isso só acontece quando ele está com a bola) ou ao receber um cartão do árbitro (isso só acontece quando ele comete uma falta);

2 – Cortar as regalias do Imperador. Tudo bem que Adriano, mesmo gordo, cansado e deprimido é infinitamente melhor que Mezenga, Dênis Marques e Gil juntos. Mas essa de passar a mão na cabeça de um marmanjo que não se empenha como os demais é demais. Demais!

3 – Com Adriano em campo, espera-se que o time jogue pelos lados, explorando cruzamentos na área adversária (foi assim que saiu o primeiro gol ontem). Por que, então, o time insiste em jogar pelo meio?

4 – Pet, marrento, parado e idoso é melhor que Pacheco (péssimo ator, péssimo ator!), Michel e quem quer que seja. Incrível o Andrade não enxergar isso. Quem conduziu o Mengão ao hexa dentro de campo no último brasileiro? Essa história de congestionar meio de campo com brucutu já deu! Na verdade, acho que Pet e Pacheco (desde que pare de se jogar no chão) devem jogar juntos.

Com tudo isso - e muita sorte - podemos sonhar. Até porque não há time algum encantando na Libertadores (o Santos está na Copa do Brasil). Se a LDU conseguiu, por que não o Flamengo? Se bem que para os equatorianos sobrava altitude; ao Flamengo falta atitude!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Morrem no morro

Mesmo o mais indiferente, o mais frio, o mais insensível dos homens deve ter se sensibilizado com a tragédia que ocorreu semana passada aqui no Rio, mais especificamente, em Niterói. Centenas de mortos, vários desabrigados, pessoas sem o que comer, sem lugar para morar, contando o número de parentes que se foram.

Choveu forte! Choveu muito! Mas, sinto muito dizer isto: essa tragédia foi apenas mais uma, que, em breve, será esquecida pela mídia, ignorada pelas autoridades e apagada da memória pela sociedade. Ou, por acaso, essa foi a primeira? As anteriores serviram para que alguma atitude de prevenção fosse tomada?

Em tom de deboche, escrevi aqui neste blog, em dezembro passado, alguma previsões para este ano. Incluí as enchente no Rio de Janeiro. O deboche fica por conta de isso ser uma “fantástica previsão”. E para aí! Como o número de absurdos praticados pelas nossas autoridades é estratosférico, já não nos incomodamos mais. A gente leva tanta porrada que um soco a mais aumenta a ferida, no entanto não aumenta a dor.

Quem vai se responsabilizar pelo que houve? O governo vai pôr a culpa nos moradores. Ok, as construções são irregulares. Mas eu estou enganado ou é OBRIGAÇÃO do governo fiscalizar isso? O que fazem as autoridades com o dinheiro arrecadado com os tributos? Em Niterói, temos um dos IPTUs mais caros do Brasil. Confesso que não manjo nada de Direito Tributário, mas, ainda que uma coisa não tenha nada a ver com a outra, sabemos que permitir construção em área de risco é OMISSÃO das autoridades. Resumindo: alguém vai para a cadeia? Alguém será punido? Claro que não!

Então, sinto muito dizer: vai acontecer de novo. Em 2011, ou 2012, talvez em 2013. VAI ACONTECER DE NOVO! Porque a sociedade é sem vergonha. Porque as autoridades não se sentem ameaçadas. Porque nada é mais triste do que a ignorância. Porque são justamente essas pessoas que não têm onde morar, que não recebem educação de qualidade, que não recebem saúde decente, enfim, são justamente essas pessoas, que são tratadas como lixo, que elegem Suas Excelências.

Dá nojo ver a cara de consternação de governadores e prefeitos quando episódios assim ocorrem. Dá raiva saber que serão eleitos e reeleitos em outubro pessoas que deixam claro que o único compromisso que têm é com a ganância, a hipocrisia, o corporativismo, a perpetuação no poder. Maquiam cidades, pintando praças. Fingem que cuidam do povo, praticando o mais repulsivo assistencialismo. Engordam suas contas bancárias com negociatas, propinas e afins.

Era pra ser de brincadeira, era pra ser uma caricatura apenas. Mas Chico Anysio, pra variar, acertou em cheio com o personagem Justo Veríssimo: Suas Excelências têm horror a pobre!

sexta-feira, 12 de março de 2010

OniPTência



Estas são as palavras que o sacerdote falou a todo o Brasil, do Oiapoque ao Chuí:
E sucedeu que, no ano dois milésimo décimo, no mês terceiro, no undécimo dia do mês, o sacerdote falou aos filhos do Brasil, conforme a tudo o que o LULA lhe mandara acerca deles. LULA, nosso Senhor, nos falou em Brasília, dizendo: "Assaz vós haveis reclamado neste país. Arrependei-vos e observai o que vos tenho feito a vós e a vossos conterrâneos.

Eis que tenho posto a casa em ordem. Nunca antes na história deste país foram distribuídas tantas cestas básicas. Nunca antes na história deste país foram colocados em prática tantos programas assistencialistas. Nunca antes na história deste país foram inaugurados tantos hospitais. O fato de os hospitais ainda não funcionarem é um detalhe.

Em verdade em verdade vos digo que aquele que não reconhecer que hoje temos menos corrupção, menos inflação e menos gente com fome merece ter o Serra como presidente. Acaso quereis o PSDB de volta ao poder? Porventura já esquecestes os governos anteriores? Tornai-vos sensatos, ó raça de murmuradores! Eu vos tenho multiplicado as riquezas – se vós inquirirdes os banqueiros, vereis que é verdade. Eu vos tenho reduzido a jornada de trabalho – se vós arguirdes os deputados e senadores, comprovareis que é verdade. Eu vos tenho revelado o caminho do paraíso... fiscal – se vós indagardes os integrantes dos governos, atestareis que é verdade.

Como continuar a caminhada rumo ao primeiro mundo? Sabeis vós que até mesmo Obama disse ser eu O CARA. Destarte, ponde vossa cabeça no lugar, cessai os queixumes, interrompei as querelas e dai suporte à minha candidata. Não vos esqueçais de sufragar o nome de Dilma no próximo pleito. Eis que é chegada a hora. Não temais! Agindo o PT, quem impedirá?"

domingo, 7 de março de 2010

Tópi Fáivi + 1

1 - O PSB está propondo o “voto destituinte”, uma ferramenta que permitirá a nós, eleitores, destituir do cargo os deputados, senadores e quejandos que não exercerem dignamente seus mandatos. Nos EUA, existe algo parecido: trata-se do recall, e foi por intermédio desse instrumento que destituíram do cargo o governador da Califórnia, Gray Davis, em 2003. No lugar dele foi eleito Arnold Schwarzenegger. A proposta é excelente, por isso não acredito que seja aprovada. E, se por uma aberração qualquer, a proposta passar, vamos ter que fazer recall ininterruptamente...

2 - Sábado choveu durante aproximadamente 30 minutos no Rio. Chuva forte, é verdade. Mas espanta o despreparo da cidade para esse fenômeno natural da natureza. Ruas alagadas, caos no trânsito, bairros sem luz até domingo de manhã (será que existe uma prestadora de serviço pior do que a Light? A NET está fora do páreo, pois é hours-concours). Quem paga os prejuízos dos donos de bares? Quem vai consolar aqueles que não puderam assistir ao Zorra Total, sábado à noite? Pensando bem, o carioca – faz tempo – vive numa zorra total!

3 - Estava muito a fim de ver Fernanda Torres em A Casa dos Budas Ditosos, no teatro Fashion Mall. Preço do ingresso: R$ 90,00. Ou seja: eu e minha namorada gastaríamos, por baixo, uns R$ 250,00 pelo programa. Claro que esse preço tem a ver com o derrame de carteirinhas falsas, que garantem a quase todo mundo (estudantes e, principalmente, não estudantes) um desconto de 50%. Como não tenho a carteirinha, pago o valor integral. Ou melhor, não pago. Fico na vontade. Esse negócio de não se corromper sai caro...

4 - São 70 deputados na Assembleia Legislativa do Rio. Mais da metade – 37 para ser mais exato – responde a processo criminal. Você contrataria os serviços de uma empresa com esse perfil? Mas nada é tão ruim que não possa piorar. Quer apostar como boa parte desses 37 consegue a reeleição?

5 - Num tempo remoto, Pedro Bial cobriu a queda do Muro de Berlim. Hoje, apresenta o Big Brother (eu confesso: vejo e gosto) e discute, ao vivo, em horário nobre, se os confinados da casa mais vigiada do Brasil soltam pum ou não. Fedeu!

5 + 1 - Amanhã é o Dia Internacional da Mulher. Parabéns, queridas! Às mulheres da minha vida agradeço tudo que vocês me ensinaram e ensinam até hoje. Continuem embelezando nosso mundo. Nós, humildes aprendizes, haveremos de recompensá-las! Parabéns especial para a Thati, a mulher que me encontrou num estado emocional tão ruim, andando de bar em bar, procurando não achar... Ela me tem feito tão bem que eu também quero fazer isso por ela!


sexta-feira, 5 de março de 2010

Brasil: um país de toLos!

Nunca imaginei que minha decisão de anular o voto pudesse provocar tantas críticas e reprovações. Foi o que ocorreu no intervalo de uma das aulas desta semana. Conversando com um grupo de alunos, revelei que anulo o voto desde que Lula foi eleito presidente pela primeira vez. Choveram protestos, e uma das alunas chegou a me cobrar, de forma quase agressiva, uma “atitude de cidadania”. Levei nota zero dos meus queridos discentes.

Há quem diga que anular o voto pode provocar novas eleições. Trata-se, segundo um especialista na área de Direito Eleitoral com quem conversei, de uma lenda. Votos brancos e nulos não são computados como válidos. Isso geralmente provoca discussões intermináveis entre os estudiosos da lei, o que, definitivamente, não é o meu caso. Não anulo meu voto porque acredito que isso possa provocar novas eleições. Anulo por uma razão simples: não aprovo nenhum desses picaretas que concorrem aos cargos eletivos.

No Brasil, vota-se por interesse particular. Trocam-se favores. O voto vem fácil quando cestas básicas são doadas, bolsas de estudos são distribuídas, cargos comissionados são generosamente oferecidos. E é óbvio que nada disso – NADA MESMO – sai do bolso do candidato. É o eleitor quem paga a conta. É o eleitor quem dá suporte a esse jogo sujo de “toma lá dá cá”. O que o eleitor dificilmente percebe é que, submetendo-se a esse jogo, ele perde muito mais do que ganha. Por incrível que pareça, é o pobre, semi-indigente e ignorante eleitor que coloca no poder aqueles que tramarão conscientemente a permanência desse eleitor no absoluto estado de miséria em que ele se encontra. A vítima legitima o serviço do algoz.

Há ainda os que defendem a ideia de que devemos eleger o “menos pior”. É a cara do povo brasileiro: resignado, conformado... Menos pior é o cacete! Suas Excelências têm todas as condições de prestar um serviço digno ao povo que os elege. Não o fazem porque já se candidatam com outras intenções. Ou ainda há quem acredite na falácia dessa corja? Há! Infelizmente, há!

Queria, do fundo do coração, que essas pessoas crédulas, que ainda elegem os canalhas, me dissessem o que elas sentem quando passam pela Cidade da Música, no Rio. O que elas sentem quando pagam impostos estratosféricos? O que elas sentem quando observam a saúde pública? O que elas sentem quando são informadas de que um professor da rede estadual de ensino recebe menos de R$ 900,00 por mês? O que elas sentem quando as ruas da cidade alagam depois de dez minutos de chuva? O que elas sentem quando precisam usar transporte público como o metrô, por exemplo? O que elas sentem quando tomam ciência de que os deputados “trabalham” de terça a quinta?

Será que rola orgulho? Parece que sim, porque continuam votando em quem é responsável por tudo isso.