
domingo, 12 de setembro de 2010
Você vota neles? Então você os apoia e os aprova!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010
As 7 promessas capitais

2 – Prometo proibir o ensino de análise sintática nas escolas;
3 – Prometo Luana Piovani, Paola Oliveira, Camila Pitanga, Fernanda Lima e Priscila Fantin nuas na Playboy;
4 – Prometo que motorista de ônibus bem educado será regra, e não exceção;
5 – Prometo acabar com as duplas sertanejas;
6 – Prometo tornar extremamente salutar comer pizza e beber Coca-Cola;
Isso é que é candidato!
sábado, 31 de julho de 2010
Palmadas na bunda do governo!

Sou contra bater em crianças. Considero covardia. Normalmente, quando pai ou mãe lançam mão do chinelo ou de outro instrumento qualquer para “corrigir” o filho, já estão sem controle e não medem a força da agressão. É a raiva, e não o amor, que move a palmada, o beliscão, a surra. Nada que a criança possa fazer justifica o ataque dos pais. É evidente que não sou a favor de pais frouxos, que permitem tudo, criando crianças completamente despreparadas para a realidade. Mas entre os que batem e os que tudo transigem existe o bom senso.
Teórico demais, eu sei. Na prática, com o estresse que suga nossa paciência, a saída mais fácil é impor respeito via violência. A gente fala, a criança não obedece; a gente “espanca”, a criança se aquieta. Mas há um preço alto a se pagar quando a intimidação substitui o diálogo. À criança, além da sensação de abandono (pais modernos estão sempre ocupados demais), fica o rancor, instaura-se o medo; aos pais – os agressores – multiplica-se a culpa. A sensação de impotência é exacerbada quando a saída é a violência.
Numa época em que quase todas as crianças são criadas por avós ou creches, a violência mais nociva aos filhos não é a física; é a emocional. A geração de hoje tem pouco contato com o colo da mãe, com o encorajamento do pai. Aprende-se o essencial à vida com os amigos, com a televisão, com a Internet, com os videogames, com os psicólogos. Os pais, de novo, estão ocupados demais. Quanto maior a sonegação dos pais, maior a rebeldia dos filhos. Mas que fique claro: quantidade de tempo juntos não significa qualidade.
Malgrado (palavrinha feia!) tudo isso, repudio a ideia de ser aprovada uma lei (o projeto já tramita na Câmara) que propõe que os pais sejam proibidos de usar castigos físicos para corrigir seus filhos. Na boa, o governo não tem nada mais importante pra fazer, não?
Que tal um projeto de lei que puna os governantes que sonegam educação de qualidade às crianças? Que tal um projeto de lei que castigue os responsáveis pelo vergonhoso e humilhante salário – a expressão “ajuda de custo” seria mais adequada aqui – que os professores da educação básica recebem? Por que não um projeto de lei impondo penas severas aos secretários de educação que fazem vista grossa às condições de ensino nas salas de aula?
Que a punição fique por conta dos pais (isso não significa ser conivente com a violência contra a criança)! Compete aos governantes oferecer condições dignas aos pais e professores na árdua tarefa de educar as crianças.
Os danos causados pela omissão do estado na área da educação são infinitamente mais graves do que algumas palmadas que as crianças possam receber!
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Liberdade pra fora da cabeça!

Sempre gostei de bonés. Mas usava raramente. Faz uns quatro meses, comecei a usar com mais frequência. Para meu espanto, passei a ser perseguido. Explico: alguns coordenadores e vários outros professores passaram a me reprovar alegando que não pega bem dar aulas de boné.
Confesso que tentei analisar cada um dos pareceres supracitados. Mas, por mais que eu me esforce, não consigo captar raciocínios tão complexos. Eis minha contra-argumentação aos meus destratores:
Boné não é coisa de marginal. Se pensarmos assim, abandonemos as bermudas, os chinelos, as cuecas porque marginal também usa tais peças. E a única coisa que eu tenho a esconder na cabeça são alguns poucos fios grisalhos que tentam povoar a mata predominantemente preta. Quanto ao outro argumento, não entendi por que boné não tem a ver com a profissão. Quem decide isso? Baseado em quê? E tatuagem? E brinco? E piercing?
Mas o pior argumento foi, sem dúvida, o da perda de credibilidade. Coméquié? Minha aula é pior por que eu uso boné? Se eu explicar as regras da crase com boné vai ficar mais complicado para o candidato entender? É isso? É impressão minha ou ainda defendem a ideia tosca de que vale julgar um livro pela capa? Isso me lembra alguns muitos eleitores de Collor, dizendo que ele era mais “apessoado” que o barbudo Lula. Na boa, se alguém desiste de assistir à minha aula porque eu estou de boné ou acha que vai aprender menos por isso, esse ornitorrinco não merece ser aprovado num concurso. Vade retro!
Quem, de fato, está precisando arejar a cabeça nessa história?
terça-feira, 6 de julho de 2010
Aturdido Artur!

segunda-feira, 21 de junho de 2010
As boas da Copa!
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Depois de uma semana de Copa do Mundo, resolvi fazer uma lista do que aconteceu de melhor e de pior lá na África. Como toda lista, a minha também vai apresentar itens polêmicos, eu sei. Pensando bem, acho que a intenção é exatamente essa: criar polêmica, provocar discussões, fomentar o debate. Ideias divergentes são interessantes. Ou porque nos mostram outros ângulos ou porque expõem quão ridículo o outro pode ser...
| O MLEHOR DA COPA NA 1ª SEMANA | O PIOR DA COPA NA 1ª SEMANA |
| 1 – A beleza da torcida holandesa | 1 – O futebol sonolento que as equipes vêm apresentando |
| 2 – A beleza da jornalista espanhola Sara Carbonero | 2 – A falta de educação do Dunga, xingando Alex Escobar na coletiva |
| 3 – A faixa “Cala a boca, Galvão!”, exibida na estreia do Brasil, por um torcedor de bom gosto. | 3 – A máscara de Cristiano Ronaldo |
| 4 – A dobradinha Milton Leite – Noriega no Sportv | 4 – As atuações de Felipe Melo |
| 5 – A super câmera lenta, que nos permite ver todos os detalhes das jogadas. | 5 – A dobradinha Milton Neves - Datena na Band |
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Zangado com o Dunga, é melhor tirar uma soneca!

Acabou de acabar a primeira rodada da Copa do Mundo. Acabaram de acabar minhas esperanças de ver futebol nessa competição. Já faz tempo que rola uma discussão idiota acerca do que é melhor numa Copa: jogar bonito - como fizemos em 82 -, mas ser eliminado ou jogar feio – como fizemos em 94 -, mas ficar com a taça. Óbvio que a resposta certa é jogar bonito e ficar com a taça. Nós, brasileiros, temos todas as condições para isso. Mas, a exemplo do que acontece em outras situações, preferimos copiar o que vem de fora a fazer valer nossa tradição.
É duro ter que ver uma seleção brasileira encontrando dificuldades para vencer uma seleção da Coreia do Norte (o Olaria vence fácil os coreanos); é irritante ver nosso treinador escalar três volantes para enfrentar um time que não nos ataca; é doloroso saber que, ao final do jogo, atletas e comissão técnica reproduzem o ensaiado discurso do “importante foram os três pontos”. Pior do que enterrar o talento é arrumar desculpas estúpidas para isso.